Como tratar a hérnia de disco cervical?

Você sabe qual a diferença da hérnia de disco cervical para os dois outros tipos de hérnia (torácica e lombar)?

Então, neste artigo, vamos focar nesta doença da coluna que atinge milhões de brasileiros e que pode causar muita dor na região do pescoço e até em outras partes do corpo.

Você vai entender o que é, os principais sintomas e como tratar uma hérnia de disco cervical. Confira!

O que é uma hérnia de disco?

Antes de falar especificamente sobre a hérnia cervical, vamos entender um pouco sobre a estrutura da coluna e sobre o que é uma hérnia de disco.

A nossa coluna vertebral é formada geralmente por 33 ossos, chamados de vértebras. Elas estão localizadas por toda a extensão da coluna, desde a região cervical (próximo ao pescoço) até o cóccix (próximo às nádegas).

Entre duas vértebras vizinhas está sempre um disco intervertebral, uma estrutura cartilaginosa responsável por manter as vértebras em seus devidos lugares, protegê-las contra impactos e distribuir o peso de forma uniforme, para que não haja sobrecarga.

No interior desses discos encontra-se o núcleo pulposo, uma espécie de líquido semigelatinoso que mantém as vértebras separadas, permitindo que os nervos passem. Em volta do núcleo, com a função de protegê-lo, está o anel fibroso, na parte externa do disco.

Porém, devido ao processo natural de desgaste dessas estruturas ou por fatores como má postura, sedentarismo e obesidade, esse anel fibroso pode sofrer fissuras que, dependendo do grau, fazem com que o líquido presente no interior do disco intervertebral escape para dentro do canal vertebral.

Como consequência, o próprio disco é projetado para um local indevido, causando a chamada hérnia de disco. Com isso, as raízes nervosas da coluna são comprimidas e geralmente surgem dores agudas ou crônicas na região afetada.

E a hérnia de disco cervical?

A coluna cervical compreende basicamente toda a região do pescoço e é composta pelas primeiras sete vértebras (C1 a C7) da coluna vertebral, responsáveis por dar sustentação à cabeça e permitir os movimentos do pescoço.

Quando a hérnia de disco acontece entre essas vértebras, temos, então, um caso de hérnia cervical.

Principais sintomas da hérnia de disco cervical

  • dor e formigamento no pescoço, principalmente ao movimentá-lo;
  • em alguns casos, o desconforto pode ser irradiado para a cabeça, ombros, trapézio, escápula, mãos e braços;
  • choques, dormência e sensação de fraqueza nos braços;
  • em casos mais graves, pode haver perda de sensibilidade nos membros e dificuldade para andar e manter-se em equilíbrio.

A hérnia de disco cervical tem tratamento?

É muito comum ver pacientes com hérnia de disco cervical que demoram a procurar um ortopedista por medo das cirurgias.

Então, para derrubar este mito, aqui está a coisa mais importante que você precisa saber: cerca de 90% dos casos de hérnias de disco são tratados sem necessidade de procedimento cirúrgico!

Quanto antes a pessoa procurar um especialista, mais cedo o problema será diagnosticado e maiores as chances de ela se recuperar com tratamentos mais simples. Vejamos agora os principais tratamentos para a hérnia de disco cervical:

Tratamento conservador

Como dissemos, é o tratamento usado para a maioria dos casos de hérnia protusa e extrusa (explicamos as diferenças entre elas neste outro artigo), com uso de medicamentos, exercícios para corrigir a postura, repouso e fisioterapia, ou seja, sem cirurgia.

Apesar disso, é fundamental que um médico ortopedista seja consultado. Afinal, todo medicamento precisa ser prescrito por um profissional. Ele também realizará testes físicos com o paciente, para avaliar o grau da lesão, e, se necessário, solicitar exames de imagem.

Tratamento cirúrgico

Se depois de 6 a 12 semanas o paciente não apresentar melhoras com o tratamento conservador, aí sim o procedimento cirúrgico pode ser o caminho.

Existem vários tipos de cirurgias convencionais para tratar hérnias de disco cervicais. As mais comuns são: cirurgia de descompressão, artrodese e artroplastia. Neste outro artigo, explicamos com mais detalhes cada procedimento.

Lembrando que a escolha do tipo de cirurgia vai depender da avaliação do caso do paciente e da gravidade da lesão, feita pelo ortopedista.

Cirurgia minimamente invasiva

Você ouve falar em cirurgia e já sente medo? Calma! A boa notícia é que hoje, graças à tecnologia, a maioria dos procedimentos cirúrgicos realizados na coluna podem ser feitos por meio de técnicas minimamente invasivas.

E por que elas têm esse nome?

Porque, nelas, as incisões (cortes) na pele são bem menores do que nas cirurgias convencionais. Geralmente, é feito um corte de apenas 1 a 2 cm e introduzida uma microcâmera (ou endoscópio) próximo ao disco ou vértebra afetada.

Assim, o cirurgião poderá acompanhar todo o procedimento com precisão, por meio de um monitor ligado à câmera, e remover a hérnia causadora da lesão.

Principais vantagens das cirurgias minimamente invasivas:

  • pode ser realizada com anestesia local (ao contrário das cirurgias convencionais, que exigem anestesia geral);
  • procedimento mais rápido;
  • recuperação bem mais rápida;
  • menos dor no pós-operatório;
  • risco de infecção menor (quase nulo).

Quem pode realizar uma cirurgia minimamente invasiva?

A cirurgia minimamente invasiva da coluna só deve ser feita por um ortopedista especialista em cirurgia da coluna e devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM). Além disso, o profissional precisa ter os equipamentos necessários para realizar esse tipo de procedimento.

O Dr. Daniel Bedran (CRM 134.447), por exemplo, é formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e tem o título de Especialista em Ortopedia pela mesma instituição.  

Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Coluna e trabalha na área desde 2008, tendo realizado, mais de 500 cirurgias endoscópicas da coluna.

É um dos únicos profissionais da região de São José do Rio Preto – SP aptos a trabalhar com cirurgias minimamente invasivas da coluna.

Quando buscar ajuda?

A hérnia de disco cervical é um problema que afeta muita gente e pode causar dor aguda ou crônica na região do pescoço, com a possibilidade de ser irradiada para outras regiões do corpo, como cabeça, ombros, braços e mãos.

Apesar disso, na grande maioria dos casos, o tratamento é simples e feito sem necessidade de cirurgia. Porém, o paciente precisa procurar um ortopedista desde os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, ainda na fase inicial da lesão.

Mesmo quando o procedimento cirúrgico se faz necessário, hoje, com as técnicas minimamente invasivas, a recuperação é mais rápida, as dores no pós-operatório são menores e o risco de infecção é quase nulo.

Então, se você quer saber mais sobre esse tipo de tratamento, conheça o trabalho do Dr. Daniel Bedran, especialista em cirurgias endoscópicas da coluna.

Como tratar a hérnia de disco cervical?